A cidade inteligente. Procuram-se moradores.
O estresse tecnológico fez a humanidade acordar. Ainda que de forma tardia, ela passa a adotar o comportamento de iniciar cuidados com o planeta onde habita. Senão vejamos: aqui um vendaval provoca um tsunami; ali hidroelétricas se desmancham em barro poluente, levando para as cucuias, junto com sua ocorrência, um número elevado de pessoas e todas as coisas que construiu com amor e sacrifício.
Acolá nos mostra alguém que caminha distraído, portando um fuzil automático de repetição. De repente ela olha para pessoas, das quais mal se veem as silhuetas e as mata. Os anti-heróis acabam tendo seu momento de fama e por meio da infâmia. É possível entrever em seus olhar o brilho do ódio. Todos se entreolham. Não mais com amizade de amor, mas com medo e pavor. Aos poucos os seres humanos afastam-se uns dos outros.
Sempre iniciamos os anos, com o pé direito, criando falsas expectativas. Todo mundo entusiasmado pelas vitórias (fictícias) do homem, contra infecções de variados tipos. Todos parecem irmanados na crença de novos tempos. Logo nos primeiros dias os resultados das ações humanas são incipientes. Eles mostram o homem como sempre foi e para o qual são poucas as esperanças de mudança. Todos deveriam cantar como Luiz Gonzaga (Nem tudo são flores na vida / nem tudo é felicidade / Nem tudo são flores querida/ pois existe sua maldade. Esta é uma condição criada pelo ser humano e não pelo planeta azul – nossa terra querida. Sempre haverá algum ato humano impedindo a sua felicidade e a de seus conterrâneos.
A azáfama e correria é geral neste mundo, vasto mundo… artigos que foram enviados para congressos sobre as cidades inteligentes impressionam. A grande promessa é a criação de soluções inteligentes para um amanhã melhor – um slogan de chamada para congressos que pregam o fim das agressões do homem contra a natureza. Os temas se relacionam com o governo inteligente, a utilização inteligente da energia, o transporte inteligente, as comunicações inteligentes e outras inteligências. Parece que o acordar tardio da humanidade para o final de seu planeta deixou todo mundo em situação de estresse tecnológico.
Todos querem colaborar, mas muitos não sabem como. As conferência indianas e de outros países orientais que carregam os ocidentais a tiracolo também prometem ensinar a todos. O governo promete investir em cidades inteligentes. Ao lado de imagens de Buda você poderá encontrar algum painel solar captando energia. É um sonho, por enquanto impossível, enquanto a voracidade do capital existir. O chamado clama por uma cidade com habitantes que tenham diferentes metas e comportamentos voltados para o bem-estar e felicidade geral das nações. Por isso o convite fica ativo e quem sabe possamos algum dia viver em um planeta menos devastado e agora assolado por diferentes pandemias que irão estourar aqui e ali.
Cabe a você e a sua em uma comissão para efetivar a responsabilidade e autoridade social da organização moderna. Ela anda em baixa e reclama a presença dos institutos. Estes depois que fizeram a fama, parece terem deitado na cama, com diminuição das iniciativas e cobranças. Os políticos que vão fazer cursos que nunca foram dados e aproveitam para gostar das maravilhosas visões das cataratas (antes que elas acabem) bem que poderiam ser enviados para o congresso e na volta, trazer soluções que possam ser aplicadas em favor do planeta (antes que ele próprio acabe em meio a alguma distopia qualquer).
Perguntas se acumulam nas mesas dos filósofos, sociólogos e pensadores de todos os matizes. Elas conseguem obter pouco mais do que esperanças e olhares mansos. Qual a razão das coisas terem chegado a este estado de guerra entre pais e filhos e de vizinhos em constante digladio? Estados, Municípios e nações não conseguem mais falar a mesma língua. Parece o mundo estar sob a espada de Dâmocles, pendente, frágil e oscilante sobre a cabeça de todos. É para chamar respostas que devemos trabalhar sobre o conceito de cidade inteligente de forma extensiva e incessante. Podemos enxergar e mostrar para todos os que leram o aviso inicial, a razão da escolha da cidade inteligente para morar, ser a melhor decisão a ser tomada nas condições atuais.
Ela principia sua ordenação no enfoque dela como um plataforma criativa e sustentável e que faz uso da tecnologia em seu processo. Somente devem ser aceitos moradores que saibam o significado da palavra e a forma de viver como cidadãos. Em todo mundo ela é conhecida: elas são as smart cities (cidades inteligentes). As pessoas que providenciaram sua mudança são seres humanos interagindo todos com todos e utilizando neste processo toda a energia que possam dispor sob o conceito das energias limpas, nas quais a preservação dos recursos naturais humanos é a principal preocupação. A chamada reciclar é possível e preciso, aparece na fachada de diversos monumentos e locais públicos. O uso de infraestruturas preservadores do domínio no qual o homem reina como algo benfazejo revela a inteligência utilizada em um correto planejamento da gestão urbana, sendo os conceitos ODS – Objetivos para Desenvolvimento sustentável metas a serem atingidas em termos de aumento da qualidade de vida.
Esses fluxos de interação são considerados inteligentes por fazer uso estratégico de infraestrutura e serviços e de informação e comunicação com planejamento e gestão urbana para dar resposta às necessidades sociais e econômicas da sociedade. De acordo com o Cities in Motion Index, do IESE Business School na Espanha diversas dimensões indicam o nível de inteligência de uma cidade: governança, administração pública, planejamento urbano, tecnologia, o meio-ambiente, conexões internacionais, coesão social, capital humano e a economia, entre outros indicativos.
Apesar de ser um conceito relativamente recente, o conceito de Smart City já se consolidou como assunto fundamental na discussão global sobre o desenvolvimento sustentável e movimenta um mercado global de soluções tecnológicas, que é estimado a chegar em alguns bilhões até 2025. Atualmente, cidades de países emergentes estão investindo bilhões de dólares em produtos e serviços inteligentes para sustentar o crescimento econômico e as demandas materiais da nova classe média. Ao mesmo tempo, países desenvolvidos precisam aprimorar a infraestrutura urbana existente para permanecer competitivos. Na busca por soluções para esse desafio, mais da metade das cidades europeias acima de 100.000 habitantes já possuem ou estão implementando iniciativas para se tornarem de fato Smart Cities. Um olhar para o futuro mostra que com carinho para sua cidade por meio de sua participação ativa venha a ajudar de forma positiva as razões da criação.

