Abra o olho. A engenharia social nada tem de social

Por Antônio Siemsen Munhoz

A maioria das pessoas com as quais conversamos sobre a tal da engenharia social, questionando se conheciam o tema, retornou poucas respostas positivas. Esta proposta demonstra a necessidade de proteção na grande rede, ao ver que este resultado demonstra que se nada conhecem do estudo, restam poucas chances de manter a integridade total dos dados armazenados. O pior é que a área continua em expansão, com os gigantes do Vale do Silício se digladiando, enquanto deixam pelo caminho toda uma diversidade de pessoas atingidas por maus comportamentos sociais. Cuidado! Uma delas pode ser você.

Equipes de consultores sobre o assunto iniciam com um trio de perguntas tradicionais: você sabe o que é Engenharia Social? Você está alerta contra a engenharia social? Você está protegido contra Engenharia social? Ato contínuo os consultores consideram necessário o conhecimento do que é esta tal de Engenharia Social. A definição dada pelos fabricantes de softwares de proteção diz que a Engenharia Social é a aplicação deliberada de técnicas enganosas concebidas para induzir alguém a divulgar informações ou executar ações que possam resultar na liberação dessas informações (McAfee).

Veja, no parágrafo imediatamente anterior que tratar da Engenharia Social representa desenvolver uma ação coordenada por diferentes aplicativos criados com a intenção de diminuir até eliminar a ocorrência do fato. Pior quando ao analisarmos a cadeia da Engenharia Social. Mostra que ela tem no ser humano o seu elo mais fraco. Uma das fabricantes consultadas (McAfee).

Os ataques da Engenharia Social tem como logística de operação: busca de quem ou quais informações podem ser comprometidas, posta como uma verdadeira caçada das futuras vítimas; estabelecer algum relacionamento com o alvo para obter a informação desejada. Na maioria dos casos a ação danosa ocorre a partir de e-mails fraudulentos, principalmente que premiam os usuários que acessarem o endereço perigoso (o atacante) de forma inocente, mas que pode custar muito caro.

A pergunta que é colocada pelos assustados usuários é convergente. Quem não sofreria devido ao rapto de todos os seus dados (atividade nomeada ramsonware) com a exigência do pagamento de altos valores para liberação. Quem entra na rede está sujeito às ações de Engenharia Social. Como efetuar a proteção: incluindo na rede de análise e proteção de pessoas (como vimos o elo mais fraco), processos que somente seriam liberados (ainda por seres humanos) e a tecnologia cujo desconhecimento pode ser danoso.

Para pessoas o caminho se confunde com o terceiro. As equipes de TI devem estabelecer limites de navegação e trabalho com rotinas de formação permanente e continuada com escalonamento claramente definido. Já com relação aos processos há cuidados com chamadas falsas, pois quem vai corrigir pode estar sendo objeto de observação com a identificação de quais usuários são mais fáceis de quebrar, seja pela ausência de proteção ou esquecimento de seu acionamento em atividades específicas.

A responsabilidade das equipes de TI cresce na medida em que empresa alarga as avenidas virtuais pelas quais circula as informações que ela manipula. Este equipe deve relacionar em relatórios particulares:

  • Falsas chamadas;
  • Inserir telas de bloqueio avisando que deve-se ter cuidado com a atividade a ser executada;
  • Notificar os colaboradores sobre situações que ocorreram por mais desagradáveis (colaboradores que não devolvem as informações solicitadas) que tenha sido o problema causado. É o corporativismo posto em andamento e ele se manifesta de forma cada vez mais prejudicial às rotinas dos setores de RH;
  • Ter controle sobre quem utiliza e o que utiliza, para enviar notificações de proteção;
  • Preparar testes em equipamentos suspeitos para ver o seu grau de susceptibilidade maior ou menor, em relação aos ataques de Engenharia Social.

Resta o terceiro caminho de proteção que está diretamente relacionado com a aprendizagem das tecnologias exponenciais. Essas, pelo fato de mudar atitudes e comportamentos e exigir rotinas específicas será responsabilidade por uma caçada inversa. A logística inicia com gravação de chamadas de forma aleatória; inserir linhas falsas mascarando o número monitorado e enviando resultados para o setor de TI; utilizar filtros de e-mail (geralmente proporcionado por antivírus. Os filtros web use os mesmos programas para bloquear acesso a sites postados como mal intencionados. A autenticação, ainda que provoque descontentamento deve ser rigorosa e as consequências, na dependência do dano possível.

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