Saber pesquisar – importante diferencial competitivo na luta pela liderança de mercado

Por Antônio Siemsen Munhoz

Organizações que aprendem a desenvolver pesquisas ganham energético muscular para vencer a concorrência entre empresas que correm paralelamente em busca do maior diferencial competitivo. Em sua estratégia do oceano azul (Kim e Mauborgne) os autores consideram importante enxergar e avaliar o que outras pessoas fizeram. É um aprendizado importante, mas não se deve apoiar neste modelo e fazer modificações e ajustes que podem continuar não dando resultados nesta briga em uma arena na qual a criatividade ganha de forma disparada qualquer corrida proposta. Porém, não estamos afirmando que todas as iniciativas criativas são de sucesso. Neste ponto o contexto é mandatário. Uma soma de fatores é influente na obtenção de resultados positivos, mas eles necessitam funcionar de forma síncrona e desenvolvendo a atividade certa na hora certa. Há o bater da Hora do Angelus, que permite a superação de todos os obstáculos.

Cabe à equipe identificar qual é no contexto atual. É preciso não esquecer que o termo pesquisar não traz exclusividade. Ao contrário, o uso de equipes ou grupos de pesquisa estejam estabelecidas ou não sejam dedicados a uma única organização ou diferentes empresas, são elementos recomendáveis.

As pesquisas trazem dados que são recuperados e entregues para armazenamento, análise e modificações necessárias, para serem transformados em informações gerenciais. Dados se transformam em informações não estruturadas. Informações não estruturadas são trabalhadas e se transformam em informações estruturadas. Informações estruturadas são utilizadas pelos setores de tomada de decisão na organização. Pronto! Este é o caminho para o sucesso em um mercado altamente competitivo como este se apresenta na sociedade contemporânea.

Mas isto não acontece ao acaso, nem se trata de algum tesouro com o qual a organização topa no meio do caminho. Data Mining, Data Warehouse, Big Data, se tornam termos de uso corrente. O resultado final depende de uma implantação adequada de uma cultura voltada para o desenvolvimento de pesquisas, mais comumente denominado “estar ligado” na rede. A informação pode vir das localidades mais insuspeitas.

Ter uma cultura estabelecida depende de interfaces de fácil navegação e possibilidades de se entrar nos arquivos, categorizar os dados presentes, atender a regulamentos de segurança e recuperar a informação de forma que ela possa ser útil para os tomadores de decisão. Estes elementos compõe a inteligência competitiva, antigamente chamada de espionagem industrial.

Uma descoberta que se não é genial, pelo menos tem influenciado na reafirmação da “marca” da organização, é a cessão destas informações para os clientes e parceiros de negócios e aos colaboradores. Além de eliminar qualquer clima de desconfiança interna, elimina-se qualquer tentativa de efetivação da espionagem industrial.

O trabalho intelectual não se efetiva necessariamente na captura e armazenamento, mas sim no tratamento da informação, o que pode ser obtido via uma escolha correta dos metadados que vão identificar e caracterizar as informações estruturadas. Aquilo que você consegue nas redes, qualquer outra pessoa pode conseguir. Categorizar e dar qualidade à informação não estruturada é o grande diferencial. É assim que as organizações conseguem recuperar os dados com utilização de palavras-chave que são relevantes ao tema e ao propósito da consulta.

Esta atividade recebe o nome de “Search in a box – pesquisa em uma caixa” que utiliza a busca semântica em um dispositivo de hardware separado da estrutura de dados de produção com software integrado que permite recuperações especificamente desenvolvidas. A customização deste tipo de dispositivo atende a regras de negócio específicos da área de conhecimento e também da área de atuação da organização.

Durante o ano corrente as organizações irão encontrar diversos destes aplicativos (apps, como eles são mais conhecidos no jargão da informática), alguns poderão contar com diferentes níveis de inteligência artificial que reconhece o que o usuário quer e pode até redesenhar a informação de acordo um uma estrutura diferenciada.

A briga entre a Oracle, SAP, IBM, Google e Microsoft nesta área ainda está no começo e a cada round as organizações podem ganhar melhores condições de trabalho, mas é preciso investir na área e formar expertos no desenvolvimento de pesquisas, como como componente estratégico.

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