Estude de forma inteligente para conseguir melhores resultados e colocações

Por Antônio Siemsen Munhoz

No mercado corporativo pessoas ocupam cargos para os quais não estão devidamente preparados. Alguns reconhecem tal condição como indesejável e procuram mudar atitudes e comportamentos, mas a grande maioria se esconde por detrás da proteção do corporativismo, evidente com maior ou menor força, dependendo do contexto em que tais condições são observadas.

A formação permanente e continuada está na ordem do dia no mercado corporativo. A aprendizagem para toda a vida se coloca como um caminho sem volta. Colaboradores fazem um sem número de cursos. Extensão universitária; tecnólogos; bacharelados; cursos de pós-graduação; mestrado e doutorados, se sucedem na formação de carreiras. A educação se expande, principalmente no ambiente corporativo. Sem a necessidade de comprovar competências anteriores é mais fácil adquirir habilidades e competências pontuais. Acadêmicos aceitam o paradigma corporativo e se voltam para o coaching educacional, nos mesmos moldes como ocorre o coaching corporativo. Dois professores – Henry Roediger e Mark McDaniel na Universidade de Washington em St. Louis – e um autor Peter Brown, se colocam em campo para trazer algumas orientações sobre como desenvolver um plano de sucesso para a aprendizagem. Eles consideram que o sucesso em um processo de formação pontual se torna mais eficaz se o colaborador:

  • Comprar um bloco de anotações;
  • Com uso do celular e qualquer editor prestar atenção em tudo e registrar;
  • Não deixar nada importante de lado;
  • Neste momento não se preocupe com a prolixidade, haverá um tempo correto para transformar estas informações em dados com os significados que os colaboradores de empresas ou professores de instituições de ensino irão utilizar de forma produtiva;
  • Pensar e refletir sobre o material;
  • Não decorar o que tem que ser aprendido; Orientar para a prática, o aprender fazendo ainda representa o comportamento mais correta;
  • Aceitar a aprendizagem pelo erro como um caminho que pode conduzir a resultados melhores do que aqueles obtidos debaixo da crítica desnecessária;
  • Mesclar atividades. Procurar e obter informações pouco a pouco. Na memória de curto prazo cabe pouca coisa (lei do 7 mais ou menos 2). Transferir para a memória de longo prazo (é importante conhecer alguma forma de incentivar a memorização);
  • Colocar o conteúdo debaixo do travesseiro. Antes de dormir pedir para sonhar com o assunto. Durante o sono é que se aprende muita coisa;
  • Variar as tarefas. Pular de um tema para o outro. Procurar relações entre eles e deles com a vida prática. Relacionar com a experiência anterior (raciocínio baseado em casos);
  • Testar o conhecimento adquirido. A auto avaliação é o caminho. Simular situações. Conversar em voz alta.
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(Texto adaptado de Roediger e McDaniel. Tradução nossa).

Ao final deste caminho uma nova colocação poderá estar à espera daqueles que tiveram coragem e paciência para mudar a sua forma de agir. É preciso que haja no ambiente a proposta de orientação vocacional. Somente com ações de incentivar comportamentos proativos, caracterizados pela empatia pessoal de cada pessoa, com a qual ele pode engajar seus companheiros de navegação em uma proposta de educação para toda a vida e compartilhamento de conhecimentos.

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