Estudo aponta que a inteligência artificial pode permitir que as decisões mais inteligentes nos negócios

Por Antônio Siemsen Munhoz

Aos poucos o receio da substituição de trabalhadores pela inteligência artificial se mostra uma realidade presente. Ela ainda causa medo em muitas pessoas, que sentem calafrios quando ficam sabendo que trabalharão em ambientes nos quais a sustentação é dada pela inteligência artificial.

O estudo analisou o efeito da inteligência artificial na inteligência das decisões tomadas nas empresas. Ele foi desenvolvido nas dependências da Wipro empresa que desenvolve serviços em TI, consultoria empresarial, outsourcing e integração de sistemas e soluções. Seu diretor Shailendra Singh anuncia os resultados sob expectativa de algumas empresas que pretendem uma melhoria na inteligência das decisões tomadas pelos setores estratégicos.

O primeiro cuidado tomado foi desvincular a inteligência artificial da robótica, confusão comum durante as palestras por ele conduzidas. Para situar o diretor utiliza como exemplo a função “auto corrigir” presente nos smartphones, considerando-a como uma função da inteligência artificial. A partir daí a compreensão da separação entre os campos da mesma área de conhecimento fica clara.

Esta função se torna útil a partir do ponto em que ela identifica padrões, compreende tendências e aprende com as entradas do passado. Ela é tida como algo que evolui, “aprende”, que é a pedra angular da inteligência artificial.

Ela sempre foi relacionada com aspectos na área da tecnologia e desta forma, a sua utilização em áreas administrativas, em negócios, causa um impacto inicial, logo absorvido após a demonstração do que pode ser feito.

O aumento da qualidade das decisões sempre foi um dos principais pontos de destaque nos negócios, sendo considerada por muitos como a função nobre dos setores estratégicos que utiliza de forma inteligente a tecnologia da informação e os armazéns de dados. Ao automatizar processos e evitar o envolvimento de elemento humano, suscetível de cometer erros ligados a aspectos emocionais, a função IA adquire uma importância e destaque para as empresas.

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A IA é capaz de analisar um maior número de dados por unidade de tempo, procurar o relacionamento entre eles e apresentar resultados mais sucintos e precisos. Uma das utilizações mais frequentes está no aproveitamento de utilizar dados históricos para reduzir os erros em decisões de investimento ou análise de risco. A possibilidade de trabalhar simultaneamente com uma diversidade de fontes de informação as informações podem ser atualizadas com informações divulgadas em tempo real e assim apropriadas.

A evolução da web semântica deve favorecer ainda mais a utilização da IA nas empresas.  A indústria talvez seja, na atualidade, a maior favorecida com a evolução da tecnologia da informação que carrega consigo a IA, que ficou algum tempo parada devido à falta de tecnologia mais avançada para processar seus algoritmos. Liberada como novas tecnologias ela poderá utilizar algoritmos sofisticados na indústria. A análise de causa e efeito no interior de sistemas é uma das áreas evolutivas para a IA. As áreas de marketing, quando são liberadas para utilizar a IA em análises de mercado, segmentação e avaliação de riscos, sorri satisfeita, pois parte do trabalho manual será desenvolvido pela IA, sobrando para os marqueteiros mais tempo para as atividades mais nobres.

Singh faz apenas uma restrição que aponta que a IA não é aplicável a todos os campos no interior das empresas, é necessária, antes de sua utilização, uma análise sobre os prós e contras que a sua utilização pode provocar. Independentemente disto, a IA parece estar com a bola branca, utilizando o ano de 2020, como um trampolim para ocupar o centro do palco das atrações tecnológicas nos próximos anos.

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