Internet: você sabe quem está por trás do seu monitor?

Por Antônio Siemsen Munhoz

É preciso tomar cuidado com as andanças na rede, as esquinas virtuais são escuras e perigosas, tanto mais quando menor o conhecimento apresentado pelos navegantes principiantes e descuidados.

O vandalismo parece estar presente em todos os lugares. Não é incomum você sair de casa pela manhã e ver a parede daquela loja nova toda rabiscada com sinais que parecem incompreensíveis, mas que são conhecidos pelos componentes da “turma”. O que uma pessoa ganha com isto?

Este vandalismo presente nos ambientes presenciais, se transfere para os ambientes virtuais e existem pessoas, conhecidas na rede, que “barbarizam”, segundo suas próprias palavras, a vida das outras pessoas, sem que nenhuma recompensa, a não ser algum prazer doentio esta pessoa receba em troca.

Estas pessoas se escondem por trás de máscaras e postam para todos os lados, opiniões, ofensas, em um verdadeiro bullying digital. O ressurrecto neonazismo dá as suas caras. Jovens são arrastados pelos islâmicos, em nome de uma ideologia que não tem apoio em nenhum livro sagrado, mal lido, mal interpretado e que tem as páginas rasgadas por aqueles que se julgam os seus seguidores.

O mercado de drogas de disfarça de forma quase perfeita e pode ser vendido em vidros de perfume, entregues diretamente pelo correio na porta da casa das pessoas. Falar dos perigos da vida on-line se tornou chato, aborrecido e transforma o internauta mais responsável, em objeto de ataques de vírus e outras ameaças que acabam sendo dirigidas para amigos, familiares e para o próprio crítico destas alarmantes atitudes desvairadas.

Apagar e criar mensagens falsas, criar perfis fakes que podem comprometer pessoas pelo simples envio de uma foto, trabalhada em algum software de tratamento de imagens, são atitudes que se multiplicam e quando se pergunta, em nome de que, não se encontra uma resposta satisfatória. A polarização das discussões acaba em tragédias pessoais que poderiam ser evitadas, mas para as quais o choque passageiro é logo substituído por novas aventuras nos ambientes virtuais.

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Seguidores recrutados assustam por sua ingenuidade e acabam recebendo um poder de fogo nas mídias digitais que lhes dá uma sensação de poder, que em suas vidas mesquinhas nunca tinham conseguido. Por minutos de fama arriscam-se vidas. O efeito de desinibição on-line acaba ignorado. Onde ninguém sabe quem está do outro lado, este adquire quase que uma licença expressa, para atuar de forma daninha.

Por trás de uma tela não se pensa nas pessoas que estão do outro lado e se comunicam livre dos costumes sociais, normas e regras que normalmente regem nosso comportamento social. Imediatamente após as primeiras investidas, efetivadas como “trolling digital – ofensas”, tem início o cibe terrorismo que, ainda que não armado de nada além de um teclado, pode devastar e dizimar pessoas, reputações e colocar as pessoas em situações desagradáveis.

Se você quer um pouco de tranquilidade em suas incursões no digital, comece a se preocupar em identificar quem está do outro lado da tela e, se conseguir identificação positiva de alguma pessoa mal intencionada, denuncie e a retire de seu caminho. Somente assim será possível colocar estas pessoas em seu inferno astral, onde ingressam quando não se lhes dá linha e nem isca para pescar. É importante aprender a erigir paredes de fogo para queimar as más intenções destas pessoas.

Se não conseguir, consulte algum amigo, contrate algum especialista ou procure pessoas bem intencionadas na rede (acredite, elas existem), que o ajudem a saber, sempre, quem está do outro lado da tela e bloquear aquelas pessoas que podem vir a lhe causar algum mal.

Existe um lado negro da Internet que você não enxerga a toda hora, mas deixa as suas marcas quando entra em ação. “ Deep” e “Dark Web” são siglas que trazem o perigo junto consigo. O crescimento do tráfico de drogas abre asas negras sobre nossa juventude. Não queira saber o que vai encontrar na dark web, sem notar pode estar acessando informações perigosas.

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 Se você quiser comprar drogas ilegais, armas, dinheiro falso, itens roubados, diplomas falsos ou passaportes, cartões de débito clonados, ferramentas de hacking, armas e muito mais, você pode. Sites das Trevas também permitem que você contratar um pistoleiro ou escolta, comprar de alguém identidade ou troca de pornografia infantil.

Encontrar sites na Web das Trevas não é fácil e não vamos dar-lhe os passos como fazê-lo. Mas códigos de defesa estão sendo escritos na forma de aplicativos inocentes, mas que dão início a uma série de proteções quando detectam algo errado aparecendo nos arredores. Sequestro de dados, espionagem industrial, sobrecarga de máquina, cada vez mais aumentam os riscos de uma navegação segura, por isso mesmo, cuide com os seus dados sensíveis, principalmente de seus dados financeiros. Há necessidade de que sejam estabelecidos muros de fogo resistentes (firewalls) e criada a cultura da proteção da navegação em ambientes em rede. Todo cuidado é pouco.

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