Pesquisas assinalam perigo no uso da internet das coisas em casas inteligentes

Por Antônio Siemsen Munhoz

A par de ser uma inovação tecnológica, a internet das coisas pode ser perigosa, veja como.

O trabalho de pesquisa foi realizado pela ENISA – European Union Agency for network and information security na grande rede e em residências inteligentes. O objetivo foi o de criar segurança adicional para usuários residenciais sem muita experiência no trato com o ciberterrorismo. Os resultados que foram divulgados que trazem algumas recomendações e cuidados a serem tomados.

Para proprietários de casas inteligentes, o cibercrime é uma ameaça real. O relatório recente de ENISA, “A Paisagem de ameaça na área de Casas Inteligentes”, identifica o cibercrime como a cara de indivíduos de perigo maior, mais hostil, ameaçando a finanças bem como dados pessoais.

A internet das coisas é uma das responsáveis pelo fato. Além da inovação que estas tecnologias trazem, elas carregam de contrapeso, ameaças aos usuários. Imagine se piratas conseguem entrar em sistemas de segurança corporativos, imagine o que podem fazer com a internet das coisas em sua casa inteligente atendida por uma rede WI-FI altamente insegura.

Suas informações financeiras e pessoais podem virar, de uma hora para outra, assunto público. Se você, alguma vez, gravou algum vídeo erótico, desgrave imediatamente ou jogue a fita ou o arquivo fora. Se tem fotos que não gostaria que ninguém visse tome a mesma providência. Mas não jogue no lixo. Se algum dos invasores estiver passando em frente à sua casa ele poderá ver e pegar coisas que não deve.

Se sua WI-FI era utilizada para controlar a televisão, ligar e desligar a luz, transmitir imagens de sua casa para o trabalho ou qualquer outro lugar, você é um candidato em potencial a ser espionado e ter seu sistema de segurança quebrado.

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O problema é que as companhias de cabos de fibra não estão no negócio da segurança. Assim elas utilizam o mesmo tipo de encaminhadores para todos os clientes, o que torna toda a base de clientes vulnerável.

Assim se você pretende usar a internet das coisas em sua casa todo o cuidado é pouco, será preciso aumentar seu sistema de segurança. Lembre-se que o cibercrime faz o mal sem olhar a quem. Segundo o recente relatório da ENISA: “a um perigo eminente de ameaça nas casas inteligentes que utilizam a internet das coisas e sinais WI-FI”. Os seus técnicos alertam que tudo o que se transmite por sinais de rádio é “hackeável”, mais um neologismo que logo será de uso corrente.

Os técnicos recomendam então que: “não sacrifiquem a casa pela conveniência. Acrescente as funcionalidades de forma cuidadosa. Faça com que todos os dispositivos sejam testados contra em sua segurança”. Se for possível coloque sistemas de alarme ligados diretamente com a polícia e faça com que sua geladeira tenha um sensor de presença ou de controle de abertura de porta, os ladrões podem querer saber qual a sua dieta.

O que ainda é motivo para muita preocupação pode logo estar no passado levando em conta que Google e outras gigantes voltaram seus olhos para este mercado potencial.

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