O que se sabe sobre ‘Orelha’, cão comunitário morto por adolescentes

Animal, querido pelos moradores da Praia Brava, morreu após agressões; polícia cumpre mandado contra suspeitos

Florianópolis – A morte de Orelha, o cão comunitário da Praia Brava, em Florianópolis, provocou comoção entre moradores, protetores de animais e autoridades. O animal, de cerca de 10 anos, conhecido por sua docilidade e alegria, sofreu agressões graves que resultaram em ferimentos irreversíveis.

Orelha foi encontrado em 15 de janeiro em estado crítico e levado a uma clínica veterinária, onde, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia. Moradores relatam que o cão não possuía tutor único, mas recebia cuidados constantes da comunidade, incluindo vacinas, consultas e alimentação. Ele era presença constante na rotina local, tornando-se parte da identidade e do cotidiano do bairro.

A Associação de Moradores da Praia Brava destacou em nota o papel afetivo de Orelha. “Ele era símbolo de convivência e cuidado com os animais, sempre presente no nosso dia a dia e muito querido por todos”, afirmou a entidade.

A morte do cão desencadeou protestos e mobilizações nas redes sociais, com a hashtag #JustiçaPorOrelha, que ganhou força entre moradores, protetores de animais e celebridades. A cantora Ana Castela publicou um vídeo manifestando apoio à campanha e pedindo providências legais.

Nesta segunda-feira (26), a polícia cumpriu mandados contra os suspeitos envolvidos no caso, reforçando a investigação sobre o crime que chocou Florianópolis e o país.

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