Depois de forte chuva, monitoramento aponta qualidade do ar boa em Manaus

Monitoramento do sistema SELVA apontou predomínio de indicadores positivos durante a madrugada desta quinta-feira (22), após temporal que atingiu a capital amazonense

Após a forte chuva que atingiu Manaus na noite de quarta-feira (21), a capital amazonense amanheceu nesta quinta-feira (22) com indicadores favoráveis de qualidade do ar. Dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (SELVA) apontaram que a maioria das estações de monitoramento registrou níveis classificados como bons durante a madrugada.

De acordo com o sistema, as concentrações de partículas finas (MP2,5) variaram entre 15,1 e 30,5 microgramas por metro cúbico (µg/m³) nas estações de monitoramento da capital amazonense.

A maioria das estações apresentou indicadores na faixa verde, correspondente à qualidade do ar boa. Apenas dois pontos registraram classificação moderada, com concentrações de 28,5 e 30,5 µg/m³.

Chuva pode ter contribuído para redução da fumaça

A precipitação registrada na noite anterior pode ter contribuído para a diminuição da concentração de partículas de fumaça suspensas na atmosfera. Durante a chuva, parte dos poluentes presentes no ar é incorporada às gotas de água e transportada até o solo, processo que favorece a redução temporária do material particulado.

Esse fenômeno pode melhorar as condições atmosféricas, principalmente após períodos de exposição à fumaça proveniente das queimadas.

Entretanto, a chuva não é o único fator que influencia a qualidade do ar. A circulação atmosférica, a direção dos ventos e a continuidade dos incêndios florestais também interferem diretamente na concentração de poluentes.

Maioria das estações apresentou índices considerados bons

O levantamento do SELVA mostrou concentrações de partículas finas de 15,1, 16,6, 17,2, 17,6, 17,8, 18,7, 19,6 e 20,2 µg/m³ em diferentes pontos de Manaus.

Outras estações apresentaram registros de 20,3, 21,4, 22,2 e 23,6 µg/m³, todos classificados como bons na escala utilizada pelo sistema.

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Os maiores valores identificados na capital foram de 28,5 e 30,5 µg/m³, correspondentes à classificação moderada.

Os indicadores representam as condições observadas durante a madrugada e podem sofrer alterações ao longo desta quinta-feira, conforme as condições meteorológicas e a movimentação de poluentes na atmosfera.

Qualidade do ar ainda depende das condições meteorológicas

Apesar do predomínio de índices considerados bons, a possibilidade de novas concentrações de fumaça sobre Manaus não está descartada.

A continuidade das queimadas em outras regiões do Amazonas e da Amazônia pode provocar o deslocamento de partículas de poluição para a capital, dependendo da direção e da intensidade dos ventos.

Mesmo após períodos de chuva, a qualidade do ar pode apresentar variações entre os bairros, especialmente em áreas com maior concentração de poluentes.

População deve continuar acompanhando os indicadores

O material particulado fino, conhecido como MP2,5, é formado por partículas microscópicas capazes de penetrar profundamente no sistema respiratório.

A exposição a concentrações elevadas desses poluentes pode provocar irritação nos olhos, tosse, desconforto na garganta e agravamento de doenças respiratórias.

Crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios ou cardiovasculares estão entre os grupos mais sensíveis aos efeitos da poluição atmosférica.

O acompanhamento dos dados do SELVA ao longo desta quinta-feira será importante para verificar se os indicadores favoráveis registrados durante a madrugada permanecem nas diferentes regiões de Manaus.

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