Lula critica saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e dispara: “Lamber as botas dos EUA”

Durante discurso em Brasília, presidente reeleito classificou a suposta saída do senador do país como vergonhosa e afirmou que ele deveria permanecer no Brasil para responder às acusações

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou, nesta terça-feira (27), a notícia de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria deixado o Brasil com destino aos Estados Unidos. Durante um discurso em Brasília, por ocasião de seu aniversário de 81 anos, Lula classificou a atitude atribuída ao adversário político como vergonhosa e questionou os motivos da viagem.

Ao comentar as informações sobre a possível saída do parlamentar, o presidente afirmou ter tomado conhecimento da situação pouco antes do pronunciamento.

“Eu estou sabendo agora que o meu adversário foi embora”, declarou Lula.

As críticas ocorreram após a divulgação de reportagens sobre uma possível viagem de Flávio Bolsonaro ao exterior, em meio a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) para a entrega de seus passaportes.

Lula compara atitude de Flávio Bolsonaro com derrotas eleitorais anteriores

Durante o pronunciamento, Lula relembrou disputas presidenciais que perdeu ao longo de sua trajetória política e afirmou que permaneceu no Brasil mesmo após os resultados desfavoráveis.

O presidente citou as eleições contra Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso, além de mencionar outros candidatos que também permaneceram no país depois de derrotas eleitorais.

“Eu perdi eleição para o Collor, eu fiquei no Brasil. Eu perdi eleição para o Fernando Henrique Cardoso duas vezes e eu fiquei no Brasil. O Alckmin perdeu para mim, ficou no Brasil. O Serra perdeu para mim, ficou no Brasil”, afirmou.

Lula utilizou os exemplos para questionar a decisão atribuída a Flávio Bolsonaro, derrotado no segundo turno das eleições presidenciais de 2026, segundo o relato apresentado.

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Presidente relembra período de investigações e prisão

Em outro momento do discurso, Lula mencionou o período em que foi investigado e preso no âmbito da Operação Lava Jato.

O presidente afirmou que recebeu sugestões para deixar o Brasil ou buscar proteção em representações diplomáticas, mas decidiu permanecer no território nacional e se apresentar à Polícia Federal.

“Eu tive muitos convites para sair do Brasil. Eu tive muitos convites para ir para embaixada. Eu resolvi ficar aqui no Brasil e resolvi me entregar na Polícia Federal, porque queria desmascarar meus acusadores e provar minha inocência”, declarou.

Ao estabelecer a comparação, Lula afirmou que a permanência no país foi uma decisão tomada para enfrentar as acusações apresentadas contra ele.

Lula afirma que senador deveria permanecer no Brasil

Ao comentar a possível viagem de Flávio Bolsonaro após a determinação judicial para a entrega dos passaportes, o presidente questionou os motivos que teriam levado o parlamentar a deixar o território brasileiro.

“Quem não deve não teme. O cidadão que sai escondido do seu país é porque deve alguma coisa”, afirmou.

Na sequência, Lula acrescentou: “O cidadão que sai escondido deve ter culpa na consciência”.

As declarações representam a avaliação política do presidente sobre o episódio e não constituem comprovação de responsabilidade criminal do senador.

Lula também afirmou que Flávio Bolsonaro deveria permanecer no Brasil para apresentar sua defesa diante das acusações.

“Eu lamento que ele tenha saído do Brasil, porque ele poderia ficar aqui e provar que as acusações não são verdadeiras. Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso”, declarou.

Presidente faz críticas à família Bolsonaro e aos Estados Unidos

Na parte final de sua manifestação sobre o assunto, Lula ampliou as críticas à família Bolsonaro e à relação política de seus integrantes com os Estados Unidos.

“Lamentavelmente, a família Bolsonaro é isso, é lamber botas dos EUA”, afirmou o presidente.

A declaração ocorreu no contexto da repercussão das notícias sobre a possível viagem de Flávio Bolsonaro ao território norte-americano.

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O episódio também envolve uma decisão atribuída ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que teria determinado a apreensão dos passaportes do senador.

As circunstâncias da viagem e o cumprimento da determinação judicial são questões distintas das críticas políticas feitas por Lula e dependem de confirmação pelas autoridades responsáveis.