Análise aponta água contaminada em praia de Manaus após prefeito afirmar revitalização
Estudo identificou níveis elevados de coliformes fecais, tornando local impróprio para banho
Após o prefeito de Manaus, David Almeida, entrar na água da Praia da Ponta Branca, na zona sul da capital, e declarar que o espaço estava revitalizado, um estudo realizado pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) indicou contaminação no local.
O levantamento apontou concentração de coliformes fecais acima do limite permitido, classificando a área como imprópria para banho. O resultado reacendeu o debate sobre a qualidade da água na região, especialmente após a reabertura da praia e o aumento do fluxo de visitantes.
A repercussão foi imediata nas redes sociais, com críticas direcionadas à postura do prefeito. Internautas alertaram para possíveis riscos à saúde pública e questionaram o incentivo à utilização de um espaço com indícios de contaminação. Parte dos comentários também classificou a ação como oportunista, diante do cenário pré-eleitoral.
O episódio ganhou destaque ao longo da semana e ampliou os questionamentos sobre a efetividade das intervenções realizadas no local, bem como sobre a fiscalização das condições ambientais da área.
A visita do prefeito ocorreu após a conclusão de obras urbanas que permitiram a reabertura da praia ao público. Durante a agenda, David Almeida interagiu com moradores, circulou entre frequentadores e consumiu alimentos no local, em um gesto que buscava demonstrar confiança na recuperação da área — cenário que agora é confrontado pelos dados técnicos que indicam risco à saúde da população.

