Ao conhecer o crowdfunding você não vai mais querer bancar sozinho nenhum novo lançamento
Leia com atenção. No lançamento de seu próximo produto achegue-se nos nichos que se estabelecem em localidades nas quais os encontros são presenciais e tele presenciais. Existem também comunidades que somente operam no virtual. As estruturas híbridas se mostram mais numerosas. Engaje as pessoas em sua proposta. Esteja ligado. Desenvolva um relacionamento interpessoal de peso junto a todos que vierem a conhecer o seu planejamento. Lembre do CrowdSourcing que diz quase em formato da reza de uma oração: nós, juntos, somos fortes, mais fortes do qualquer um de nós individualmente (faltou o amém, mas ele pode ser facilmente lembrado).
Apesar do nome complicado, este movimento apresenta um objetivo principal simples: democratizar o acesso ao capital. É uma proposta que utiliza a tecnologia para eliminar a ineficiência do mercado de capitais. Ele elimina a visão de bloqueio e uma enxurrada de documentações que bloqueiam iniciativas. É um lugar de fuga perfeito para alguém que precisa de capital tradicional para alguma atividade inovadora. Agora a criação de algum serviço ou produto que seja vendável pode ser desenvolvida com o desenvolvimento do crowdfunding.
Essa visão enxerga a criação de microempresas denominadas startups ou microempresas denominada scaleup. São empresas com muito envolvimento das chefias e dos colaboradores e investidores, além de outros envolvidos. Desde o início da criação das plataformas de crowdfunding a sua proposta não precisa mais passar por este sofrimento. Esta metodologia elimina os “porteiros” do capital e permite que o “povo” decida no quer investir e que venha a ser o próximo lançamento de empresas tradicionais ou de alguma empresa Startup em ascensão ou uma scaleup que enxergou alguma oportunidade onde outras pessoas nada pressentiram. A diferença entre elas é a velocidade de operação e de entrada de recursos.
O intercâmbio de capitais, esperado por muitos, começa e não de forma tímida, os investimentos já somam alguns milhares de dólares. O que especialistas enxergam por trás do pano é que negócios com este formato atuam como um filtro para os desejos da sociedade. O financiamento assim obtido pode ser aplicado para abordagem de questões sociais mais urgentes. Estas iniciativas são muito ao gosto das empresas do terceiro setor, organizações de voluntariado e organizações de interesse civil, cada uma delas com alguma comunidade que lhe dá sustentação, ao invés de ter algum investidor anjo que nada resolve, muitas vezes por ter uma única voz no comando, opção que normalmente acontece no seu lançamento.
A proposta não apenas reduz os riscos de financiamento, mas também reduz os riscos de marketing e execução, que em determinadas ocasiões pode impedir a realização de negócios. Nestes termos, os projetos assim implantados já nascem com uma proposta claramente estabelecida e os resultados podem ser obtidos como uma bola de neve, que arrasta em sua trajetória muitas outras pessoas. O marketing boca a boca desenvolvido como esforço pessoal de um grupo de pessoas, pode sofrer grande expansão.
Um exemplo de projeto em destaque poderia ser uma ajuda para as comunidades pobres terem acesso à iluminação, com utilização de um projeto mais seguro e mais barato. Esta foi a proposta de Martin Riddiford e de Jim Reeves (projeto Gravitylight). Foi vencido o desafio de criação de lanternas LED alimentadas pela força da gravidade, para substituir lâmpadas de querosene utilizadas em algumas comunidades pobres ao redor do mundo. Os gastos chegavam a um volume de 20% com a compra de querosene, dinheiro este que foi reaplicado pelas famílias para alimentação, habitação e educação.
No resultado final do projeto, foi destacada a redução de financiamento de risco. Após a recusa dos financiadores tradicionais, um montante de 55 mil dólares foi proposto nas redes e 6.219 pessoas financiaram o projeto com um levantamento de 399 mil e quinhentos e cinquenta dólares.
Foi reduzido o risco de execução e as campanhas de marketing foram desenvolvidas na própria rede onde os recursos foram coletados. Após o sucesso, os investidores tradicionais, retornaram com propostas de financiamento, em diferentes condições. Diversas outras aplicações para comunidades pobres seguiram na esteira do projeto GravityLight: a ideia inovadora de geração de luz a partir da força da gravidade. Um sem número de novas ideias surgiu na comunidade de investidores, para possibilidades inexploradas no projeto inicial. Quem sabe esta não seja uma boa oportunidade para que você se torne um dos “crowdfunders” dispostos ao financiamento de iniciativas de risco. De resto sempre há um pacote de velas (ou deveria ter) que são acesas ligadas a algum propósito especial podendo pelo menos serem tentadas por aqueles que acreditam nos mistérios do além.

