Após ter passaportes cancelados, Flávio Bolsonaro recebe sinal verde dos EUA para entrar no país

Informação atribuída a uma autoridade norte-americana surge em meio a relatos de possível saída do senador do Brasil; presença do parlamentar em aeronave citada nas reportagens ainda não foi confirmada

O Departamento de Estado dos Estados Unidos deverá conceder vistos ao senador Flávio Bolsonaro (PL) e a seus familiares, permitindo a entrada deles em território norte-americano. A informação foi atribuída a uma autoridade do órgão em declaração à jornalista Raquel Krähenbühl, correspondente da TV Globo em Washington.

A notícia surge em meio a informações divulgadas pela imprensa internacional sobre uma possível viagem do parlamentar aos Estados Unidos, após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria determinado a apreensão de seus passaportes.

Segundo o relato, a Polícia Federal investiga as circunstâncias da suposta saída do senador do território brasileiro. Até o momento descrito nas reportagens, não havia confirmação oficial sobre seu paradeiro.

EUA devem conceder vistos a Flávio Bolsonaro e familiares

De acordo com a agência Reuters, uma autoridade de alto escalão do Departamento de Estado norte-americano confirmou que o governo dos Estados Unidos emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e seus familiares, permitindo a entrada deles no país.

A Reuters também informou que um aliado próximo do senador e uma fonte do governo norte-americano confirmaram sua saída do Brasil com destino aos Estados Unidos. Uma terceira fonte afirmou que o parlamentar teria chegado à Flórida.

As informações foram divulgadas após a derrota de Flávio Bolsonaro para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25).

Reportagem aponta possível passagem pela Argentina

O portal argentino Infobae informou que Flávio Bolsonaro teria atravessado a fronteira brasileira em direção a Puerto Iguazú, na Argentina, utilizando um documento de identidade.

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Segundo a publicação, o senador embarcaria posteriormente em uma aeronave particular Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A.

Dados atribuídos à plataforma FlightRadar24 indicaram que o avião realizou o trajeto entre Buenos Aires e Puerto Iguazú, pousando às 23h45, no horário de Brasília.

Entretanto, não houve confirmação, independentemente de que o parlamentar estivesse a bordo da aeronave mencionada. Autoridades argentinas também informaram não ter registro de sua entrada no país.

Moraes determinou apreensão dos passaportes

Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes à Polícia Federal e ficasse proibido de deixar o território nacional.

A medida foi adotada no âmbito de uma investigação que envolve o senador e o advogado Willer Tomaz, seu amigo, relacionada a suspeitas de lavagem de dinheiro em negócios envolvendo apostas.

O parlamentar deveria apresentar os documentos até a manhã de terça-feira (27), mas não cumpriu o prazo estabelecido.

Segundo informações divulgadas pela Reuters, fontes da Polícia Federal confirmaram que os passaportes foram cancelados após o descumprimento da determinação judicial.

Flávio Bolsonaro nega irregularidades nas investigações. Antes das notícias sobre sua saída do país, também havia afirmado publicamente que não pretendia deixar o Brasil.

Polícia Federal apura circunstâncias da saída do Brasil

A possível passagem do senador pela Argentina e seu deslocamento aos Estados Unidos passaram a ser objeto de apuração pelas autoridades brasileiras.

Embora fontes ouvidas pela Reuters tenham confirmado a viagem, permanecem dúvidas sobre o trajeto utilizado e as circunstâncias da saída do território nacional.

A decisão de conceder vistos por parte do governo norte-americano ocorre em meio às medidas judiciais determinadas pelo STF, incluindo a proibição de viagem internacional.

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Até as informações disponíveis nas reportagens consultadas, não havia confirmação pública detalhada sobre o itinerário completo do senador.