Aposentadoria: a transformação de bons profissionais em bons jogadores de truco e bocha

Por Antônio Siemsen Munhoz

Vá a algum supermercado ou em alguma agência de venda de veículos e confirme o fato. As ruas principais, na qual há bloqueio de trânsito, viram o centro da ociosidade. Tal exemplo que podem dar alguns gestores nas áreas de gestão de pessoas, se mostra o pior possível.

As estatísticas do IBGE sobre o crescimento da população de idosos no gigante adormecido em berço esplêndido são assustadoras e preocupam pela falta de medidas para prevenir situações futuras desagradáveis.

Eles se movimentam com maior vagar. Costumam pensar antes de tomar qualquer decisão. Encaram diretamente nos olhos, as pessoas que lhes dirigem a palavra. Demonstram serenidade. A população de idosos no Brasil cresce a olhos vistos. Agora já são mais de 11% da população. Nos próximos oito anos serão perto de 14,6% e em 2040 o número atingirá 27% de idosos. Há alguns poucos que param e se perguntam se o país está preparado para isto. A resposta apresenta diversos tipos de irritação, o que apenas confirma que o país não está preparado nem famílias, nem governo, nem os santos estão preparados.

O que fazer? Deixá-los rodar sem destino pelas ruas? Jogando carteado e tempo de vida nas latas de lixo, Eles podem agrupar Joguem seu carteado? Se acumulem ao redor das quadras de bocha? Abandoná-los nos asilos para pessoas idosas, considerados como a antessala do inferno?

As tentativas de reaproveitamento dos conhecimentos adquiridos e da maior experiência para solução de problemas, enfrenta a resistência dos mais jovens. Há uma luta surda entre os partidários do primeiro emprego contra aqueles que procuram uma oportunidade de ter seu último emprego. Ela não é declarada, mas existe em latência em uma sociedade que está empurrando com a barriga um grave problema futuro.

Será sempre o próximo governo que irá tratar do assunto. Há leis que protegem os deficientes e recomendações para a contratação de pessoas mais velhas, recompensadas por incentivos fiscais e redução da carga de impostos, mas as iniciativas ainda são poucas. Estatísticas do IBGE apontam que há homens de 60 a 74 anos de idade que ainda trabalham e são tidos como o arrimo de famílias onde há jovens desempregados.

Aos poucos alguns analistas sociais começam a colocar algumas vantagens para os empregadores com relação à contratação de pessoas mais velhas:

  • Aqueles que tem melhores condições de saúde, doam uma maior fidelidade aos empregadores que valorizam suas contribuições;
  • São pessoas mais experimentadas para enfrentar problemas;
  • Apresentam relacionamento interpessoal com os clientes de forma diferenciada;
  • Apresentam maior escolaridade;
  • Não tem mais no crescimento financeiro seu objetivo no trabalho;
  • São mais ponderados e atuam como mediadores no ambiente de trabalho;
  • São mais educados;
  • Não lutam mais por carreira e por isso, ajudam os mais jovens com conselhos e orientações;
  • Necessitam do trabalho como forma de complementar sua renda mensal, que aos poucos é corroída por uma assistência social deficiente;
  • São pessoas mais assíduas;
  • São mais tolerantes;
  • Encaram com maior seriedade as responsabilidades que lhes são entregues.

É um conjunto de vantagens que não pode ser ignorado, principalmente frente à instabilidade que as novas gerações apresentam e assim, a mescla de pessoas mais experientes pode atuar como auxílio a que estas contratações acabem agregando valor ao negócio. Com relação à efetivação da responsabilidade e autoridade social da empresa contratante, ela está garantida e é bem recebida pela sociedade. Em um elenco com tantas vantagens, no seu próximo anúncio em busca de colaboradores, revela a aceitação de pessoas idosas e de pessoas com algum tipo de necessidades especiais. O retorno é garantido.

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