Flipped Classroom. As organizações do mercado corporativo estão em busca de ideias pedagógicas
Aos poucos os instrutores profissionais chegam mais perto de ideias pedagógicas de eficácia comprovada no setor acadêmico. Aos poucos abrem-se as portas e janelas que isolavam a escola da sociedade subjacente. A briga corporativo x acadêmico não teve vencedores, mas teve e muitos perdedores que de nada cooperavam com posicionamentos dicotômicos sobre diferentes termos com o mesmo significado ou a eles similares.
O panorama nas lides da formação profissional revela que analistas que trabalham com educação corporativa estão em busca de melhoria para seus programas de formação de pessoas. De simples treinamentos a pretensão de sua transformação em programas educativos encontra eco em dois pesquisadores (Bob Lee e Jim Recker). Eles resolvem orientar este fascinante mercado (de retorno garantido) para utilizar ferramentas sociais e colaborativas com a finalidade específica de reduzir custos operacionais e melhorar a retenção e aplicação da aprendizagem. A proposta tem peso para vencer o fator resistência normal, aumentado devido ao medo de que muitas pessoas apresentam em tempos de mudanças em procedimentos e métodos de trabalho.
O conteúdo gravado ganha destaque (videocast agora transformados em podcasts e logo, logo, a ser transformado em interfaces gráficas riquíssimas proporcionadas pelo metaverso – um bem ou mal a ser conferido por todos os educadores). O material diferenciado (com uso da ludicidade possível) é sugerido. Ambientes responsivos e projeto voltado para smartphones, com uma nova linha de aplicativos educativos (seara inexplorada). Tudo isto colocado na nuvem, faz com que os mochileiros que carregavam livros para baixo e para cima, não mais fiquem com ombros arqueados. O celular está no bolso da camisa de onde o logotipo da fornecedora é mostrado com orgulho.
O desafio que os pesquisadores encontraram foi responder ao questionamento: Será que este modelo pedagógico se aplica na aprendizagem da área de negócios? O resultado obtido por estes pesquisadores colocou os departamentos que cuidam, com maior ou menor carinho, da valorização do capital intelectual, de cabelos em pé. O montante de economia pode permitir, com a manutenção do mesmo orçamento, antever a multiplicação de cursos. A associação da aprendizagem rápida (rapid learning) pode provocar ainda maior retorno.
Desta vez quem está por trás da proposta não é o novo estagiário do departamento de gestão de pessoas. A proposta vem com o peso de dois dos mais conceituados projetistas de cursos para o mercado corporativo e que desenvolvem programas para grandes corporações em nível internacional. Em termos de benefícios transformar a organização em uma escola e, de forma consequente em uma organização aprendente, com propostas de valorização do capital intelectual não representa pouca coisa. O convite está feito.

