Ibama destrói dragas no Rio Madeira e combate exploração em terras indígenas
Operações no Amazonas atingem garimpo clandestino e extração irregular de madeira
Amazonas – O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) realizou, no sábado (21), uma série de operações de fiscalização ambiental no Amazonas, intensificando o combate ao garimpo ilegal e à exploração irregular de madeira em áreas protegidas, incluindo terras indígenas.
Operação no Rio Madeira
Na região do Rio Madeira, uma ação integrada resultou na destruição de seis dragas utilizadas no garimpo ilegal. Os equipamentos estavam abandonados e foram inutilizados conforme a legislação ambiental. A operação contou com apoio da Marinha do Brasil e emprego de aeronaves, fundamentais para localizar e monitorar as estruturas ao longo do rio.
Segundo o Ibama, a iniciativa faz parte de um esforço permanente para conter atividades que causam contaminação dos rios e danos severos à biodiversidade amazônica.
Operação Xapiri – Terras Indígenas
Também no sábado, no âmbito da Operação Xapiri Tenharim Marmelos, agentes do Ibama atuaram em conjunto com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) contra a exploração ilegal de madeira em territórios indígenas.

Durante a fiscalização, dois caminhões carregados com toras foram inutilizados — um na Terra Indígena Diahui e outro na Terra Indígena Tenharim Marmelos. A madeira irregular foi apreendida e destruída no local, conforme os procedimentos legais.
Um terceiro caminhão foi abordado, mas lideranças indígenas impediram a destruição imediata do veículo, o que poderia gerar confronto. Diante do risco, as equipes priorizaram a segurança, realizaram o levantamento das informações e adotaram as medidas para responsabilização posterior. Os envolvidos poderão responder por impedir a ação do poder público, conforme o Decreto nº 6.514/2008 e a Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais).
Compromisso com a proteção da Amazônia
As ações reforçam a atuação integrada de órgãos federais na proteção da Amazônia, sobretudo em áreas sensíveis como terras indígenas e regiões pressionadas por ilícitos ambientais. O Ibama informou que seguirá intensificando a fiscalização para coibir crimes, proteger povos indígenas e conservar os recursos naturais.
“O Ibama segue protegendo os territórios indígenas no Amazonas com firmeza e responsabilidade com a biodiversidade e a cultura indígena”, afirmou Joel Araújo, superintendente do Ibama no Amazonas.

