Incêndios atingem nove veículos e mobilizam mais de 20 bombeiros em Iranduba
Ocorrências foram registradas neste sábado (17), nas proximidades de um batalhão da Polícia Militar e na comunidade do Janauari; equipes utilizaram cerca de 22 mil litros de água em uma das operações
Iranduba (AM) – Dois incêndios registrados na tarde deste sábado (17) mobilizaram mais de 20 militares do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), no município de Iranduba, localizado a aproximadamente 38 quilômetros de Manaus. As chamas atingiram nove veículos, destruíram áreas de vegetação e ameaçaram residências próximas aos locais das ocorrências.
Uma das situações foi registrada nas proximidades de um batalhão da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), onde o fogo se espalhou por uma área de aproximadamente 4 mil metros quadrados, localizada entre a unidade policial e o prédio da Defesa Civil municipal.
Os bombeiros do 22º Grupamento de Bombeiro Militar (GBM) foram acionados por volta das 15h e iniciaram o combate às chamas para impedir que o incêndio alcançasse imóveis da região.
Nove veículos são atingidos pelas chamas
Durante a ocorrência próxima ao batalhão da Polícia Militar, o incêndio atingiu nove veículos, entre ônibus, carros de passeio e motocicletas.
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Para controlar o fogo, os militares utilizaram três viaturas e aproximadamente 22 mil litros de água.
A atuação das equipes impediu que as chamas se propagassem para residências próximas, evitando que o incêndio atingisse uma área maior.
Apesar dos danos materiais registrados nos veículos, não foram divulgadas informações sobre pessoas feridas.
As causas do incêndio ainda não foram esclarecidas.
Segundo incêndio mobiliza bombeiros na comunidade do Janauari
Outra ocorrência foi registrada na comunidade do Janauari, também em Iranduba, onde um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de vegetação.
O local apresentava dificuldades de acesso, exigindo que os bombeiros utilizassem técnicas de atuação em ambiente de selva e equipamentos específicos para o combate a incêndios florestais.
As equipes trabalharam para conter o avanço das chamas e impedir que o fogo se espalhasse para outras áreas.
Até a última atualização das informações, não havia confirmação sobre a origem do incêndio nem um balanço definitivo da extensão da área atingida.
Comandante alerta para riscos de queimadas durante a estiagem
O comandante do 22º Grupamento de Bombeiro Militar, capitão Valério, alertou sobre os riscos provocados pelo uso do fogo para limpeza de terrenos, especialmente durante o período de estiagem.
Segundo o militar, pequenas queimadas podem sair do controle e atingir áreas de vegetação, propriedades e residências.
“Às vezes o cidadão quer fazer uma limpeza em um terreno, um sítio, uma chácara, e acaba colocando fogo no lixo, e esse fogo perde o controle. Então, é um apelo que eu faço, que as pessoas evitem fazer queimadas, principalmente neste período de estiagem que é muito complicado”, afirmou.
O Corpo de Bombeiros reforça a orientação para que a população evite utilizar fogo na limpeza de terrenos e comunique imediatamente qualquer princípio de incêndio.
Amazonas mobiliza mais de mil agentes contra queimadas
Os incêndios em Iranduba ocorreram em meio à intensificação das operações de combate às queimadas em diferentes regiões do Amazonas.
Neste sábado (17), mais de mil agentes estaduais e federais atuaram em ações de prevenção, fiscalização e combate aos incêndios em 35 municípios.
A mobilização envolve o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), a Polícia Civil e órgãos federais.
Entre 1º de junho e 16 de outubro, o CBMAM contabilizou 3.710 ocorrências relacionadas a incêndios urbanos e florestais.
No mesmo período, a corporação atuou no combate a 22.557 focos de incêndio, sendo 4.598 em Manaus e 17.959 no interior do estado.
Para apoiar as operações, foram mobilizadas 11 aeronaves dos governos estadual e federal, incluindo sete aviões Air Tractor, um KC-390 e três helicópteros.
Estado amplia estrutura de combate aos incêndios
O Corpo de Bombeiros também ampliou sua presença no interior do Amazonas. Entre maio de 2025 e maio de 2026, o número de municípios com bases permanentes passou de 11 para 25.
As unidades contam com militares, equipamentos e viaturas de combate a incêndios com capacidade para transportar até 10 mil litros de água.
Segundo dados do Governo do Amazonas, o efetivo da corporação chegou a 1.651 militares em 2026, ante 692 registrados em 2019.
As operações também incluem ações de fiscalização ambiental, monitoramento de focos de calor e atividades educativas voltadas à prevenção de queimadas.
Entre as iniciativas estão a Operação Tamoiotatá, que abrange 13 municípios, e a Amazonas+Verde, que reúne ações de combate aos incêndios e enfrentamento de infrações ambientais.
Amazonas está em situação de emergência por incêndios e estiagem
O avanço dos incêndios florestais levou o Governo do Amazonas a adotar medidas emergenciais.
Em 10 de outubro, o Decreto nº 55.751 declarou situação de emergência por 180 dias em 36 municípios afetados por incêndios florestais.
Outra medida, estabelecida pelo Decreto nº 55.339, de 9 de setembro, determinou um período proibitivo de 120 dias para o uso do fogo em todo o território estadual, ressalvadas as exceções previstas na legislação.
O estado também instituiu o Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas, com medidas voltadas à redução dos incêndios, do desmatamento e da degradação ambiental.
Além disso, o Decreto nº 55.486, publicado em 21 de setembro, declarou situação de emergência em todo o Amazonas por 180 dias devido aos impactos da estiagem.
As ações de enfrentamento contam com a participação de órgãos estaduais, municipais e federais, que trabalham de forma integrada para ampliar a capacidade de resposta aos incêndios.
Como comunicar incêndios
A população pode acionar o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas pelo telefone 193 ao identificar incêndios em áreas de vegetação, terrenos ou imóveis.
O órgão orienta que moradores não tentem combater incêndios de grandes proporções por conta própria, devido aos riscos de queimaduras, intoxicação por fumaça e propagação das chamas.

