Os cigarros eletrônicos não são brincadeira não

Por Antônio Siemsen Munhoz

Cigarros comuns por si só já são nocivos. Podem ter diferentes modelitos e podem fumacear em diferentes essências. O ambiente acaba ficando mais empesteado ainda. Os mentolados deixam muitas pessoas enjoadas. Tais cigarros representam uma das primeiras trocas na caminhada das pessoas para que se tornem fumantes inveterados. Tentando convencer outros adeptos foi criado o mito que reza que os cigarros eletrônicos mantém o mesmo gosto. Muitas pessoas afirmam que eles são menos nocivos. Uma geração de mentirosos fica apaniguada. Eles contam uma verdade mentirosa primeiro para si próprios. Logo em seguida mentem para atrair outros adeptos. O horizonte futuro começa a escurecer. Fica criado o mito que cigarros eletrônicos são menos prejudiciais para as pessoas.  

Se estivéssemos em um filme poderíamos dizer que começa mais uma batalha entre seres humanos saudáveis (serão na realidade?) e o tabaco com os malefícios do fumo natural ou eletrônico.  A arena é a luta do ser humano contra ele próprio na tentativa de vencer o desejo de fumar. Uma batalha que é vencida por poucos.

É uma batalha que envolve um grande número de pessoas. Elas vivem fora da realidade e no mundo da lua. Muitas delas já estão na milésima tentativa de abandonar os eflúvios do fumo. No primeiro passo da caminhada está a mudança está a mudança de marcas. Depois vem a diminuição do tamanho dos cigarros e chega perto do final com a troca mais barata dos  cigarros paraguaios (muitos deles fabricados em algum fundo de quintal brasileiro) que utilizam uma série de drogas nas quais são colocadas até fezes de animais. A derrota inevitável se afirma quando o fumante muda para os cigarros eletrônicos (má escolha).

O ciclo recomeça, agora em um nível mais caro da espiral de preços, de acordo com a variedade de modelos. Tudo se repete. A pessoa vai para lá e para cá, tenta parar de fumar mais de algumas centenas de vezes, mas permanece como fumante inveterado.  Ela pula de galho em galho tal e qual os macacos, pelas diversas marcas. Começa o vai e volta para os cigarros normais, mas rapidamente retorna aos cigarros eletrônicos. Assim ela vai até cair de quatro frente ao mito que cigarros eletrônicos não fazem mal. Ela se entrega ao alívio que parece ter sido provocado pelo cigarro eletrônico e volta a mentir para si mesma.

Logo em seguida ela vai para as marcas mais ou menos mentoladas, agora no domínio dos cigarros eletrônicos como uma chamada ao prazer, aromatizado e  sem dor. Os cigarros mudam de tamanho, de grossura sempre na intenção de que seus produtores ganhem mais dinheiro. Os fumantes são péssimos cuidadores de sua saúde e também péssimos cuidadores do seu bolso.

Os portáteis são delicadamente chamado de cigarro eletrônico. Todos se deixam levar pela aura de sofisticação  empurrada goela abaixo dos incautos fumantes dos aparelhos que começa sofisticado em seus nomes: Vape, Juul, Smoke, E-cigar e assim por diante. São nomes atraentes que levam as pessoas, da mesma forma a inalar gases tóxicos e mandar sua saúde para as cucuias.

A tchurma criou um dos primeiros mitos que consideram o e-cigar como elemento que não faz mal. Doce e triste ilusão para os consumidores e que foi derrubada pela Anvisa – Agência Nacional de Saúde Sanitária, com suas recomendações contrárias aos inveterados  fumantes dos cigarros eletrônicos. A FAKE nesta história é o fato de contar  a todos a escrachada mentira de que os cigarros eletrônicos são menos cancerígenos e não fazem mal. Na realidade, quando podem conter muito mais drogas e malefícios. O que somente depende da mistura de gases tornada possível.

Os consumidores consideram uma boa defesa. Mas não provam o que dizem como o faz tanta gente por aí. As mentiras começam pelo mandatário maior desta inconsequente geração e o assacar de mentiras sem provas que deveriam ser banidas, bem como seus detratores. Em seu lugar surgem os problemas pulmonares agudos. A continuidade ao inalar e exalar nicotina já é um sinal contrário. Outras substâncias cancerígenas surgem no pedaço, aumentando o número do rol de riscos provocados pelo consumo dos cigarros eletrônicos.

 Isso é ainda mais grave no caso de mulheres grávidas, por exemplo, que, quando expostas à nicotina apresentam um risco aumentado de malformações neurológicas no feto. O solvente é aquecido a 150º , liberando formaldeído em volume 10 vezes maior do que nos cigarros comuns. Os metais pesados deixa a barra do fumante muito mal pesada.

A doença da hora e da vez, entre os consumidores de cigarros eletrônicos, é denominada EVALI – (E-cigarette or Vaping product use-Associated Lung Injury) é uma sigla em inglês para doença pulmonar causada pelo uso do cigarro eletrônico ou vaping, que foi identificada pela primeira vez em 2019. Essa doença é relacionada a presença de acetato de vitamina E, um tipo de óleo usado no líquido do cigarro eletrônico, especialmente nos que contém THC, que é uma substância psicoativa da maconha, e que interfere no funcionamento normal dos pulmões.

Ou seja, se você é um fumante de cigarros eletrônicos não estranhe os seguintes sintomas esporádicos (falta de ar, febre, tosse, náusea e vômito, dor no estômago, diarreia, tontura, palpitação e dor no peito).

Assim, se você é um consumidor de cigarros de qualquer espécie, engate a ré e corra em sentido contrário, ainda está em tempo de salvar sua vida.

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