Pesquisas na internet nos levam a pensar que somos mais espertos do que somos na realidade
Não deixe que o fato de ser um pesquisador o faça pensar que é melhor do que realmente é. Os pesquisadores trabalham com o desenvolvimento dedicado e aplicado na produção de novas metodologias e quanto maior a quantidade de conhecimento adquirida eles devem aumentar o seu grau de colaboração com a sociedade subjacente e não o seu orgulho para sobrepor-se a todos.
A proposta de estudo analisa o perfil de pesquisadores da grande rede e foi desenvolvida recentemente por grupo de pesquisadores entre os quais está o coautor Frank Keil, PhD, professor de psicologia na Universidade de Yale, na observação de grupos de pesquisadores, para verificar o perfil psicológico destas pessoas.
Nos dias atuais a frase – vamos pesquisar no Google – parece ter se tornado uma extensão de nosso pensamento. Por que descascar a cebola nos faz chorar? Feita esta pergunta, alguém sai da sala, pega seu smartphone e rapidamente acessa o Google. Segundos depois, pois o tempo de resposta diminui cada vez mais, o felizardo portador de um smartphone potente e veloz, traz na ponta da língua a resposta. Todos na sala ficam impressionados com a cultura geral apresentada pelo rapaz.
Isto acontece com frequência. Algumas pessoas consideram que não mais é preciso estudar. Tudo o que se quer saber se encontra na rede. Isto até pode ser verdade em alguns campos do conhecimento. Mas a utilização excessiva e as demonstrações de apreço e afeto por pessoas que apresentam conhecimento enciclopédico que não está entre suas qualidades, está fazendo com que muitas pessoas se achem mais espertas do que na realidade elas o são.
Este foi o resultado de uma pesquisa desenvolvida pelos pesquisadores da Universidade de Yale. Matthew Fisher, outro dos pesquisadores envolvidos conclui que as pessoas confiam na internet além do que querem reconhecer e apresentam como sintoma a confusão sobre o conhecimento que eles realmente têm. Sem este recurso estas pessoas sentem-se donos de qualidades que elas não têm.
A equipe desenvolveu uma série de nove experiências que envolveram entre 150 e 300 pessoas e foi avaliado o impacto psicológico das pesquisas desenvolvidas on-line. Algumas pessoas receberam o mesmo resultado dos questionamentos de forma impressa. Durante a análise final, foi possível concluir que o grupo que utilizou a internet, se consideraram como mais experientes, ainda que alguns participantes do grupo nada sabiam do assunto antes da consulta. O senso inflado de inteligência foi mantido em outras experiências. O fenômeno foi denominado como um sentimento que a pessoa tem de “estar em busca” e que dá um maior nível de confiança em si mesmo, ainda que as pesquisas não resultem em nada. Fisher adverte que este senso inflado de conhecimento pode vir a se tornar um problema, principalmente em áreas como política, onde as pessoas são obrigadas a tomar decisões sem a ajuda de um computador ou smartphone. O estudo não é definitivo, observou pequena amostra, mas serve como um indicativo de como a internet pode estar modificando a forma como pensamos. As pesquisas serão estendidas em um projeto maior que recebe o nome de “sistemas de memória transacional” onde se espera que estes resultados sejam confirmados. Os pesquisadores encerram temporariamente o trabalho com uma questão instigante: Será que este resultado demonstra que precisamos abandonar a dependência em relação a nossos motores de busca amigáveis?

