Em nova ameaça ao Irã, Trump afirma que uma ‘civilização inteira morrerá esta noite’
Presidente dos EUA afirma que “uma civilização inteira morrerá esta noite” enquanto se aproxima o limite para acordo com Irã sobre o Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom das tensões com o Irã ao afirmar, nesta terça-feira (7), que “uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”. A declaração foi feita na rede Truth Social, em meio à proximidade do prazo final estipulado por Washington para um acordo com Teerã.
O ultimato envolve a reabertura do Estreito de Ormuz, considerado crucial para o fluxo global de energia. Segundo Trump, caso não haja avanço, o Irã poderá enfrentar ataques militares de grande escala. O horário limite foi definido para 20h no leste dos EUA (21h em Brasília e 3h30 em Teerã).
Nos últimos dias, o presidente norte-americano reiterou ameaças, afirmando que o país possui capacidade de destruir infraestruturas estratégicas iranianas, como pontes e usinas de energia, em poucas horas. Ele também mencionou possíveis ataques a poços de petróleo e instalações de dessalinização.

Em resposta, autoridades iranianas classificaram as declarações como “infundadas” e “delirantes”. O porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari alertou que qualquer novo ataque poderá provocar uma retaliação mais intensa e em larga escala. Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou os Estados Unidos de conduzirem uma “guerra injusta e agressiva”.
A escalada verbal também reacendeu o debate sobre possíveis violações do direito internacional. Especialistas apontam que ataques deliberados a infraestruturas civis essenciais podem configurar crimes de guerra, conforme previsto nas Convenções de Genebra. Apesar disso, o governo norte-americano sustenta que suas ações seguem normas internacionais.
Nos bastidores, países como Paquistão, Egito e Turquia tentam mediar negociações entre as partes. No entanto, propostas recentes, incluindo um cessar-fogo temporário de 45 dias, não avançaram. Enquanto Washington considerou a medida insuficiente, Teerã rejeitou a iniciativa, alegando riscos estratégicos.
Mesmo diante do impasse, Trump afirmou que o Irã continua sendo um “participante ativo” nas negociações, embora o cenário permaneça incerto e marcado por crescente tensão geopolítica.

