Há ocasiões em que a pessoa precisa inovar ou resolver algum problema, aí vem um “branco” e nos deixa sem ideias.
Era uma vez há um longo tempo atrás… daí para frente o escritor não consegue escrever mais nada. Ele cantarola; bate levemente com os dedos no teclado (lembra dos outros dez que não resistiram à sua fúria); vai até a janela; pela décima vez abre a geladeira, que já começa a descongelar o freezer e ameaça estragar aquela montoeira de carne.
Imediatamente ele lembra da cunhada, ela sempre diz que quem come muita carne tem a cabeça fraca. Ele promete, pela milésima vez, parar com carne e se tornar vegetariano de carteirinha.
O que você está lendo é a descrição de um bloqueio criativo. Ele atrasa a vida do escritor e dos que o contrataram a peso de ouro (sonho de cada um e de todos os que povoam com caracteres as páginas antes brancas).
Existem escritores que tem técnicas especiais para evitar o fato. Muitas delas não eram divulgadas. Mas agora, em tempo de pirataria intelectual, parece que ninguém mais se importa. Até o segredo da torta de uva de sua avó, é capaz de estar em algum post na rede.
Se possível, tenha um gravador com você. Ao ver alguma coisa na rua, ou ter alguma ideia, imediatamente ligue e registre o fato. Procure manter sempre uma pilha alcalina sobrando.
Tenha, quando na grande rede uma área de registro de seus links preferidos. Se quiser pode utilizar algum produto, tal como o Evernote. Para quem não sabe, um bloco de notas eletrônico.
Existem metabuscadores que tornam as pesquisas mais fáceis ao buscar em diferentes mecanismos de busca ao mesmo tempo. Utilizar o Copernic pode ser uma boa solução. A sugestão é boa, mas ainda não é hora de esquecer o Google, ele tem uma sobrevida longa.
Adaptar temas, pode parecer um conselho maroto, mas não é. Utilize temas escritos para outras áreas, com um estilo que lhe agrade e faça as adaptações que considerar necessárias. Deixe o texto dormir pelo menos uma noite em sua mesa. Durante a releitura certamente novas ideias surgirão. Dormir com a ideia escrita em um grande papel, colocado debaixo do travesseiro, garantem alguns esotéricos, que funciona.
É impossível imaginar algum escritor que não gosta de ler. Mas acredite, eles existem. O que sai de suas penas, quem sabe sequer mereça um segundo olhar. Mas sossegue, entre milhares de jogadores de futebol, surgiu apenas um Pelé. Quem sabe você possa ser, um dia, chamado do Pelé do jornalismo. Tudo é possível. Por último, mas não o último conselho, procure treinar sua imaginação e sua intuição. Quando o telefone tocar adivinhe quem é. Faça a mesma coisa quando a porta tocar. Jogue na loteria uma teimosinha, algum dia ela sai. Com estas dicas acreditamos que você possa vir a ser um bom candidato a redator. Desejamos boa sorte.

