Justiça do AM condena mãe e irmão de Djidja Cardoso por tráfico de cetamina
Conforme a decisão, ambos tiveram penas de 10 anos e 11 meses de reclusão, em regime fechado
Manaus – A Justiça do Amazonas proferiu uma nova sentença e condenou Cleusimar Cardoso Rodrigues e Ademar Farias Cardoso Neto, mãe e irmão da ex-sinhazinha do Boi Garantido, Djidja Cardoso, e mais cinco pessoas acusadas de integrar um esquema de tráfico de cetamina em Manaus. A decisão foi publicada na quarta-feira (22) pela 3ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute), quase dez meses após a anulação da condenação anterior para a correção de falhas processuais. Djidja morreu em maio de 2024.
Conforme a decisão, ambos tiveram penas de 10 anos e 11 meses de reclusão, em regime fechado, por participação na organização criminosa.
Segundo a sentença, o grupo utilizava um salão de beleza e a seita religiosa “Pai, Mãe, Vida” para promover a distribuição e o consumo indiscriminado de cetamina, substância de uso veterinário que possui efeito alucinógeno quando utilizada de forma irregular.
Cleusimar foi apontada como a principal articuladora e líder da associação criminosa. Já Ademar seria o “braço executivo” do grupo. Veja os demais condenados:
- José Máximo Silva de Oliveira, médico veterinário, a 10 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado; era o responsável pelo fornecimento da droga.
- Hatus Moraes Silveira, personal trainer, a 10 anos e 5 meses de reclusão, em regime fechado; atuava como intermediário e facilitador da logística.
- Verônica da Costa Seixas, gerente, a 10 anos de prisão, em regime fechado; auxiliava na aquisição e ocultação dos materiais.
- Sávio Soares Pereira, funcionário de clínica veterinária, a 9 anos de reclusão, com cumprimento inicial em regime semiaberto; responsável pelas negociações por meio do WhatsApp.
- Bruno Roberto da Silva Lima, ex-companheiro de Djidja Cardoso, a 8 anos e 6 meses de prisão, em regime fechado; ajudava na logística para aquisição da droga e incentivava seu consumo.
Na decisão, a magistrada entendeu que, após a regularização das provas periciais, ficaram comprovadas a materialidade dos crimes e a participação dos acusados no esquema.
A Justiça também determinou a manutenção da prisão preventiva de Cleusimar Cardoso, Ademar Cardoso, José Máximo e Hatus Moraes, que permanecerão presos e não poderão recorrer da sentença em liberdade.
Já Verônica da Costa Seixas, Sávio Soares Pereira e Bruno Roberto da Silva Lima tiveram o direito de recorrer em liberdade, desde que cumpram as medidas cautelares impostas pela Justiça, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica.
A nova decisão substitui a sentença anterior, que havia sido anulada após o Ministério Público apontar irregularidades processuais e solicitar que o caso retornasse à primeira instância para novo julgamento.

