Omar Aziz cobra avanço de projeto que cria piso salarial para trabalhadores da educação
O senador defendeu a valorização dos profissionais das escolas públicas e pediu debate imediato sobre a proposta no Senado Federal.
O senador Omar Aziz defendeu, nesta terça-feira (19), no plenário do Senado Federal, o avanço das discussões sobre o Projeto de Lei 2531, que prevê a criação de um piso salarial para trabalhadores da educação pública. Durante pronunciamento, o parlamentar pediu sensibilidade do Congresso Nacional e do governo federal para garantir maior valorização aos profissionais que atuam nas unidades de ensino do país.
Ao solicitar que a proposta seja encaminhada para análise nas comissões temáticas do Senado, Omar destacou que o funcionamento das escolas depende do esforço conjunto de diversos profissionais, e não exclusivamente dos professores.
“Senhor presidente, tenha nas suas mãos um projeto de lei 2531 que trata dos trabalhadores na educação. São servidores que estão atrás do seu piso salarial. Veja bem: uma escola funciona num todo. “Todas as pessoas são importantes numa escola para que ela funcione bem e se tenha uma melhor qualidade de educação”, afirmou o senador.
O parlamentar reconheceu que a medida pode gerar impacto financeiro significativo, mas argumentou que isso não deve impedir o início das negociações para construção de um modelo viável de implementação.
“Esse projeto, eu sei que o impacto é muito grande. Os próprios profissionais sabem que o impacto é grande. Mas se a gente mandasse para a comissão e começasse a negociar e discutir o que é possível ser feito. “É a coisa mais justa que pode ter”, declarou.
Durante o discurso, Omar reforçou que a qualidade do ensino está diretamente ligada à valorização de todos os profissionais que compõem o ambiente escolar, incluindo servidores da limpeza, equipe administrativa e trabalhadores de apoio.
“Desde a pessoa que faz a limpeza dentro de uma escola até o professor mais graduado, a importância para mim é a mesma. São pessoas que se dedicam a cuidar dos nossos filhos, se dedicam a educar os nossos filhos de uma forma geral”, disse.
O senador também citou o Fundeb como uma possível alternativa para custear a proposta e sugeriu que a implantação do piso ocorra de forma gradual, por meio de negociações entre governo e entidades representativas da categoria.
“Se a gente não puder fazer tudo de uma vez, nós podemos escalonar isso, negociar com as entidades que representam esses servidores e negociar com o governo federal para que a gente possa fazer o escalonamento”, concluiu.

