Tumulto em Rio Preto da Eva: deputada busca suposta amante do marido dentro da Câmara

Antônia Lúcia invadiu a câmara em Rio Preto da Eva a procura de suposta amante do deputado Silas. Ela está expondo acusações nas redes sociais sobre infidelidade do deputado e pastor

A deputada federal do Acre, Antônia Lúcia (Republicanos), protagonizou um momento de tensão na Câmara Municipal de Rio Preto da Eva, no Amazonas, na manhã desta quinta-feira (4).

A parlamentar entrou no plenário durante o expediente legislativo e, exaltada, exigiu a presença da vereadora Katwyssya Martinelli, apontada por ela como possível amante do deputado federal e pastor Silas Câmara, seu ex-marido. Todos os envolvidos são filiados ao partido Republicanos.

De acordo com vídeos divulgados nas redes sociais, Antônia Lúcia chegou a gritar “Cadê a vagabunda?” enquanto percorria as dependências da Casa Legislativa à procura da vereadora. Ciente da movimentação, Katwyssya não compareceu à sessão.

O episódio provocou tumulto, interrompeu parte das atividades parlamentares e mobilizou servidores da Câmara. Há relatos de que agentes da Polícia Federal teriam sido acionados para acompanhar a situação diante da escalada do conflito no prédio público.

Crise familiar vira disputa política

A situação aprofunda a crise pública entre Antônia Lúcia e Silas Câmara. Nas últimas semanas, a deputada tem feito publicações nas suas redes sociais acusando o ex-marido de traição, abandono e comportamento abusivo, afirmando que o relacionamento de 33 anos chegou ao fim.

Antônia Lúcia também declarou que Silas utilizava linhas telefônicas supostamente custeadas pela Igreja Assembleia de Deus para manter conversas extraconjugais.

Silas, por sua vez, não respondeu diretamente às denúncias, mas publicou mensagens nas redes sociais mencionando “silêncio” e “propósito”, sem citar nomes.

Até o momento, não há registro de boletim de ocorrência. No entanto, é provável a abertura de uma apuração interna sobre a conduta da deputada ao ingressar na Casa de forma agressiva e interromper o andamento das atividades legislativas.

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