Omar Aziz, do PSD, é eleito governador do Amazonas
Com quase 1,3 milhão de votos, senador volta ao cargo que já ocupou no período entre 2010 e 2014
O candidato do PSD ao Governo do Amazonas, senador Omar Aziz, foi eleito para o cargo na noite de domingo (25) com 61,42% dos votos, contra 38,58% de sua adversária, Professora Maria do Carmo. No primeiro turno, Omar Aziz – que já governou o Estado no período entre 2010 e 2014 – teve 40,63% dos votos, enquanto sua adversária teve 24,49%. No segundo turno, Aziz recebeu cerca de 1,3 milhão de votos.
A companheira de chapa de Aziz, vice-governadora eleita Alessandra Campelo, também é do PSD e está em seu terceiro mandato consecutivo como deputada estadual, tendo sido eleita em 2014, 2018 e 2022. Alessandra nasceu em Manaus em 1974.
Omar José Abdel Aziz, de 68 anos, é engenheiro civil e atua na política no Amazonas há mais de 30 anos. Nascido em Garça, no interior de São Paulo, é filho de pai palestino e mãe brasileira e se mudou para Manaus ainda criança. Participou de movimento estudantil e foi filiado ao PC do B entre os anos 1970 e 1980. Está desde 2011 no PSD.
Omar deverá iniciar um novo mandato em 6 de janeiro de 2027, conforme o calendário informado para a posse. A nova gestão terá pela frente desafios relacionados ao desenvolvimento econômico, à infraestrutura, à saúde, à segurança pública e à melhoria dos serviços oferecidos à população amazonense.
O senador do PSD, que agora deixará o mandato parlamentar, que iria até 2031, iniciou sua carreira pública como vereador da capital amazonense em 1992, elegendo-se deputado estadual em 1994. Em 1996, foi eleito vice-prefeito de Manaus, sendo reeleito para o cargo no pleito de 2000. Elegeu-se vice-governador em 2002 e 2006 na chapa de Eduardo Braga, assumindo o governo do Estado do Amazonas em abril de 2010 após a renúncia do titular. No mesmo ano, conquistou a reeleição ao cargo de governador em primeiro turno com 59,51% dos votos.
Em 2014, elegeu-se senador pelo Amazonas, sendo reconduzido ao Congresso nas eleições de 2022 para um segundo mandato de oito anos. No Senado, ganhou projeção nacional em 2021 ao presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, que investigou ações e omissões do governo federal na gestão da pandemia. Aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), liderou no Estado a coligação de partidos de centro e de esquerda.

